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80% DOS BANDIDOS MAIS PERIGOSOS DA BAHIA ATUAM NO INTERIOR


Oito em cada dez bandidos listados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) como os mais perigosos da Bahia atuam no interior. O levantamento foi realizado com base no Baralho do Crime, ferramenta do governo que reúne os 52 homens e mulheres mais violentos do estado. A maioria é procurada por envolvimento em homicídios e com o tráfico de drogas. Na semana passada, a SSP-BA anunciou a atualização de 11 das 52 cartas. Feira de Santana lidera a lista dos municípios interioranos com o maior número de bandidos de alta periculosidade. São cinco procurados. A cidade fica atrás apenas de Salvador, com 10. Feira é seguida por Candeias (4), Jequié (4), Teixeira de Freitas (3) e Vitória da Conquista (3). O Baralho do Crime foi criado para estimular a população a ajudar a polícia na busca dos criminosos mais procurados pela polícia. Ele é atualizado conforme as prisões e mortes dos integrantes da lista. William Santos Santana, o Choquito, por exemplo, foi preso no final do mês passado em Eunápolis, no Sul do estado. Ele era o Rei de Espadas do baralho e foi substituído por Edson Valdir Souza Silva, suspeito de ter matado cinco pessoas em Maiquinique, no Sudoeste, por disputas pelo tráfico de drogas na região. Apesar de uma operação especial organizada por policiais da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itapetinga) para prendê-lo, ele fugiu e entrou para o baralho na semana passada.

Interiorização

O advogado criminalista, policial da reserva e integrante da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Dinoermeson Tiago, destacou que existem cidades em que apenas dois homens realizam o policiamento ostensivo e que essa falta de estrutura das polícias nos municípios serve de incentivo para a bandidagem. "Um dos fatores que contribuiu para que esses criminosos migrassem para o interior é a ausência de policial em algumas cidades”, destacou. Dinoermerson ainda acredita que a valorização do policial, a compra de material bélico e a realização de concursos para policiais atuarem no interior é essencial para o combate ao tráfico de drogas e homicídios. Em agosto do ano passado, a facção Bonde do Maluco surgiu de dentro do Pavilhão V do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Sob o comando de José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, o grupo se ramificou por diversos bairros da capital e municípios da Região Metropolitana. Zé de Lessa é o Ás de Ouro e atua em tantas regiões que não existe um município específico para ele no Baralho do Crime. Ele e Antônio Moreira de Costa Júnior, o Tentem ou Junior do Gás, são os únicos nessa situação. Esse último age, principalmente, em municípios do Recôncavo e cidades como Sapeaçú, Castro Alves, Conceição do Almeida e Feira de Santana.

Fonte: Voz da Bahia

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